Publicado em: 18 Maio, 2020

Hipertensão arterial em Portugal

A taxa de prevalência da Hipertensão arterial em Portugal situa-se nos 26,9%, sendo mais elevada no sexo feminino (29,5%) do que no sexo masculino (23,9%), segundo o estudo “ A Hipertensão Arterial em Portugal “ datado de 2013 e elaborado no âmbito do trabalho desenvolvido pelo Programa Nacional para as doenças Cérebro-Cardiovasculares, da Direcção Geral de Saúde.

De acordo com vários estudos estima-se que a nível da Europa 30 a 45% da População padece de Hipertensão e Portugal (42,7%) não é excepção a estes números. Na grande maioria dos casos (90%) não há uma causa conhecida. Diz-se que a Hipertensão pode ser Essencial ou Primária. Em algumas situações é possível encontrar uma doença/condição associada, são exemplos: apneia do sono, a doença Renal crónica, a Síndrome de Cushing e a Hipertensão Renovascular, etc., que são a verdadeira causa da HTA. Neste caso estamos perante uma HTA Secundária, A hereditariedade e idade também são dois factores a ter em atenção Normalmente quanto mais idosa for a pessoa maior a probabilidade de desenvolver HTA.

Atendendo que a hipertensão é uma doença multifactorial e existem evidências crescentes que implicam uma serie de factores ambientais na sua etiologia, onde se inclui o sal, a obesidade, o álcool e a dieta. Além disso, várias anomalias genéticas podem predispor o individuo á Hipertensão, o número de fenótipos hipertensivos resultantes de diferentes interacções Genético-ambientais pode explicar. Porque existe uma acentuada heterogeneidade em resposta ao tratamento e porque é improvável que qualquer agente anti-hipertensivo controle a pressão arterial em mais de 25 a 50% dos doentes, esta é uma justificação para terapêuticas combinadas cujos diferentes componentes afectam diferentes mecanismos fisiopatológicos. Dado haver uma grande heterogeneidade na patogénese da hipertensão é normal que exista heterogeneidade na resposta ao tratamento. Segundo os dados do “ Estudo dos Veteranos “ 64% dos doentes negros responderam aos AC enquanto apenas 30% responderam aos inibidores da ECA. Na população caucasiana aconteceu o oposto, os inibidores da ECA tiveram melhores resultados (55%) do que os AC ou os diuréticos.

A pressão arterial é definida pelo nível mais alto da PA, seja ela sistólica e/ou diastólica. 

A PA Óptima é quando a PA sistólica está abaixo de 120 e a PA diastólica está abaixo de 80.

A PA Normal é quando a PA sistólica está entre 120/129 e a PA diastólica está entre 80/84.

A PA Normal Alta é quando a PA está entre 130/139 e a PA diastólica está entre 85/89.


A Hipertensão Arterial está dividida em 3 tipos, conforme os estadios classificados pelos níveis de PA.

O estadio 1 corresponde à PA acima de 140/90 e abaixo de 160/100— Hipertensão Ligeira a Moderada.

O estadio 2 ocorre quando a PA está 160/100 e abaixo de 180/110—-Hipertensão Moderada a Grave.

Já o estadio 3 é marcado pela PA acima de 180/110—–Hipertensão Grave

Fonte: Dra. Filomena Tavares D’Almeida – Medicina Geral e Familiar Equipa COGE

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