Publicado em: 16 Setembro, 2020

A ansiedade das crianças no regresso às aulas: conheça as principais recomendações

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Com o atual contexto de pandemia COVID-19, o novo ano letivo traz consigo incertezas e a possível perceção de risco e de falta de controlo no futuro a curto-prazo de pais e filhos. Tendo em mente a necessidade de uma maior proximidade entre adultos e crianças, assim como o investimento na escola como espaço seguro, aqui ficam algumas recomendações:

  • Validação e expressão de sentimentos entre adultos e crianças – é expectável ambos sentirem, simultaneamente, emoções positivas (e.g., entusiasmo por rever os colegas) e negativas (e.g., medo). É recomendável que ambos não só aceitem esses sentimentos sem julgamentos e partilhem o que estão a sentir, mas também os pensamentos associados e os comportamentos / ações que poderão contribuir para um maior bem-estar entre todos.
  • Gestão de momentos de crise – Face a possíveis momentos de maior ansiedade do seu filho, procurar dar espaço para se auto-regular, mas questionar (sem julgar) os seus pensamentos automáticos nessa situação e auxiliar na resolução desses mesmos. O psicólogo escolar ou psicólogo clínico poderão, igualmente, ser uma ajuda de prevenção ou resolução de problemas.
  • Informação – serem seletivos com as fontes de informação e a frequência de visualização dessas mesmas, mas manterem-se atualizados e procurarem tirar dúvidas diretamente com os agentes educativos e profissionais de saúde; a informação pode ajudar a uma maior perceção de controlo e conhecimento.
  • Auxílio na organização e gestão – estamos perante uma fase inicial exigente em termos de gestão de novos horários, disciplinas, rotinas de estudo, rotinas de higienização e prevenção de risco, … com paciência e uma comunicação assertiva e sempre em equipa, é recomendável uma maior entreajuda. Seja com recurso a agendas, calendários ou tabelas de tarefas para responsabilizar e autonomizar a criança / adolescente, será necessário a orientação do adulto para criar um novo método de vida.

Fonte: Dra. Liliana Costa – Psicóloga – Equipa COGE

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